quinta-feira, 30 de outubro de 2014

A chamada 3ª idade está cada vez mais ativa e supera o preconceito



Eles têm mais de 65 anos, são, em sua maioria, aposentados e continuam em atividade plena. A atual terceira idade brasileira se mostra cada vez mais disposta.
Com o aumento da expectativa de vida no Brasil, em torno de 72 anos, a qualidade de vida melhorou, em função de diversos fatores: o acesso à saúde pública está mais facilitado, as medicações para controle de doenças crônicas estão mais acessíveis e a população está mais consciente, buscando melhores condições de vida.
O número de pessoas que chegam na 3ª idade em boas condições de saúde física e mental e com melhores chances de socialização também é crescente. Desta forma, elas possuem mais oportunidades para manter e melhorar os seus relacionamentos, participar de novos encontros afetivos, vivenciar a sexualidade com menos preconceito e mais espontaneidade.
Segundo o urologista e terapeuta sexual, Luiz Mauro Coelho, o preconceito e as doenças crônicas estão entre os empecilhos para o bom desenvolvimento da vida sexual dos indivíduos desta faixa etária. “É comum os idosos encontrarem algumas dificuldades no que diz respeito ao sexo. Além do preconceito e doenças crônicas, também estão: dificuldades  sociais, uso de medicações para controle de doenças crônicas e a compreensão inadequada de períodos desta idade, como menopausa e “andropausa”, afirmou o Dr. Luiz Mauro.
De maneira geral, do ponto de vista orgânico, nos homens a taxa de hormônios (testosterona) diminui gradativamente após os 50 anos, sendo um dos fatores que  permitem a  eles se relacionarem sexualmente sem dificuldades. Quanto às mulheres, com o advento da menopausa, ocorre a interrupção abrupta da produção hormonal feminina o que não leva, necessariamente, à frigidez ou desinteresse sexual. É fundamental que cada um se conheça, entenda as necessidades e vontade do organismo e tenha uma vida saudável, com frequentes visitas ao médico, o especialista enfatiza a importância dos relacionamentos. “Em qualquer idade ou período da vida, deveríamos aspirar a experimentar a sexualidade no sentido amplo do amor, da dedicação, evidenciando que o sexo, ou  a sexualidade, não tem como fim a reprodução, é apenas um meio para o fenômeno e que na verdade, a união sexual busca a realização plena do ser”, disse.
 
Confira dicas do terapeuta sexual para melhorar a disposição sexual após os 60 anos:

ü  Anualmente, vá ao médico e faça uma avaliação geral;
ü  Interaja com pessoas da mesma faixa etária;
ü  Verifique se as medicações utilizadas (quando existirem) têm  interferência direta na sexualidade;
ü  Pratique atividades físicas regularmente, sempre com a orientação de um profissional;
ü  Tenha uma alimentação balanceada;
ü  Busque sempre, incessantemente, o equilíbrio emocional. Se aproximar afetivamente a alguém;

ü  Tenha atividades laborais, voluntariado, etc.


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            Luana Roque / kompleta@kompletacomunicacao.com.br